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Mostrando postagens com marcador obesidade. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Alerta geral: O século 21 está te deixando gordo



Para perder peso basta comer menos e se exercitar mais??? Bem, estas atitudes emagrecem de fato, mas quem dera que a equação para eliminar a gordura acumulada fosse tão simples assim...
Todo gordo sabe disto. Todo gordo também já se sentiu xingado de mentiroso quando disse ao médico que seguia o regime preconizado mas não emagrecia. Porque a medicina ainda continua achando que é mais fácil dizer que os 250 milhões de gordos que existem no mundo estão mentindo do que verificar se a equação: “- calorias + mais exercícios =perda de peso” é a solução mágica e única para o problema.
Se fosse tão simples assim, no lugar, de como dizem os especialistas, vivermos uma crescente “epidemia mundial” de gordura estaríamos todos magros pois nunca tantas pessoas fizeram regime, encheram as academias de ginástica;tiveram acesso a tantos produtos light, a tantas dietas,cirugias, literatura, fórmulas e remédios para emagrecer... Farmácias,consultórios médicos, livrarias, bancas de revista, internet, supermercados nunca ofereceram tanta variedade ou tiveram tantos consumidores interessados na perda de peso. E a “epidemia mundial” não pára de crescer... Tem algo errado...
E é isto que discute este livro da Editora Larousse, de leitura imperdível “O Século 21 está deixando você gorda“(The 21 st centrury is make you fat”) da jornalista e psicoterapeuta inglesa Pat Thomas. Apesar do título feminino em português, o livro é para todos e discute com seriedade e base cientifica o que a loucura da sociedade moderna está fazendo com nossos corpos sem que tenhamos consciência disto. Pat Thomas mostra a influência corruptora da “indústria da dieta” e chega a detalhes como discutir a importância da falta do sono na acumulação de gordura, a presença nem sempre perceptível de substâncias químicas em alimentos, os produtos industriais e remédios que podem estimular o ganho de peso...
“A indústria da dieta”, diz a autora, “é talvez sem surpresa, um prolongamento das indústrias farmacêuticas que, com seu longo alcance, conseguem. por exemplo, as maiores fontes de subvenções para pesquisas da obesidade. E assim vão enchendo os próprios bolsos”.
“Em junho de 1998 o National Institute of Health (NIH) dos Estados Unidos pediu a 24 especialistas que escrevessem diretrizes e diagnósticos para tratamento da obesidade. Este grupo de experts decidiu que a obesidade poderia ser definida como IMC igual a 30 ou mais alto”, diz a autora. ”Com o movimento rápido de uma caneta 25 milhões que não eram consideradas obesas em um dia, no outro se tornaram”... e, claro, entraram para o grupo de consumidores da indústria da perda de peso.
E tem mais: existe uma “gordura corporal do bem”, como os quilinhos que ganhamos ao longo dos anos, e que têm efeito hormonal importante especialmente para mulheres ... E o mal está mais no efeito sanfona do que em ser gordo.
O livro não traz dietas, mas além de discutir profundamente como os nossos hábitos e o marketing agressivo da indústria da obesidade - que inclui até realities shows,e grupos de ajuda estilo “gordos anônimos” – estão nos fazendo, na verdade, engordar. “Tal é a influência corruptora da indústria da dieta que alguns cientistas estão começando a questionar se a obesidade epidêmica está fora de controle como a mídia nos tem feito acreditar”, diz Pat Thomas.

O livro traz os hábitos e atitudes que devemos e podemos mudar para perder peso.
“Vivemos em um ambiente poluído física, tóxico, emocional e psicologicamente, que deixamos que nos dominasse", diz a autora. “ Uma vez que somos seres sensíveis e complexos respondemos ao nosso ambiente...”
Algumas dicas da autora: durma bem; coma quando tiver fome (e não por convenção social); controle a porção; use e abuse dos alimentos saudáveis; leia com atenção os rótulos dos alimentos e remédios...
Coisas simples, mudá-las pode mudar nossa vida... Temos que ter consciência de que quem vai mudar esta situação a nosso favor, somos nós, os consumidores da “indústria da obesidade”. Leia o livro e saia para combater o dragão da maldade que está nos mantendo gordos para engordar os próprios bolsos.

domingo, 18 de outubro de 2009

Uvas Verdes: E se a raposa estiver certa???




Sempre fui obesa. E obesa mórbida, como define a Ciência. Nos últimos vinte anos meu peso oscilou entre 110 e 115 quilos. E nada me fazia descer dos 110: nem regimes da moda, nem regimes tradicionais, nem mais de um mês num SPA. Cheguei assim aos 61 anos, carregando todos os problemas de saúde relacionados ao excesso de peso. Me aposentei no ano passado e resolvi que ia usar o tempo para tratar de mim. Tentei regimes diversos e nada. Cheguei a perder seis quilos, mas os recuperei, mesmo mantendo a dieta. (E vai explicar isto ao médico???). Meu endocrinologista queria me encaminhar para a cirurgia bariátrica. E eu estava achando que não havia outra saída.E cheguei aos 116 quilos.
Mas, há um mês assisti a entrevista, num canal a cabo, de um dos papas brasileiros do assunto, No final fiquei em dúvida se a obesidade é que era mórbida, ou se era ele... O médico desestimulou a cirurgia em casos como o meu por causa de excesso de problemas de saúde...
Para sair da depressão em que o programa me deixou, comecei a pensar, como a raposa, que as uvas estavam verdes... Até que resolvi reagir: a cirurgia em si não emagrece, o que emagrece é a força de vontade depois... Tanto que muitos casos
dão errado. E ai resolvi passar direto para a fase dois e iniciar o regime como se tivesse sido operada (mas, claro, sem o desconforto físico e financeiro). O resultado tem sido fantástico. Em 30 dias perdi os 10% do peso, sugerido como melhor resultado pelos especialistas. É esta experiência que quero compartilhar aqui neste blog, com receitas muuuito criativas e gostosas...

Sempre fui obesa. E obesa mórbida, como define a Ciência. Nos últimos vinte anos meu peso oscilou entre 110 e 115 quilos. E nada me fazia descer dos 110: nem regimes da moda, nem regimes tradicionais, nem mais de um mês num SPA. Cheguei assim aos 61 anos, carregando todos os problemas de saúde relacionados ao excesso de peso. Me aposentei no ano passado e resolvi que ia usar o tempo para tratar de mim. Tentei regimes diversos e nada. Cheguei a perder seis quilos, mas os recuperei, mesmo mantendo a dieta. (E vai explicar isto ao médico???). Meu endocrinologista queria me encaminhar para a cirurgia bariátrica. E eu estava achando que não havia outra saída.
Mas, há um mês assisti a entrevista, num canal a cabo, de um dos papas brasileiros do assunto, No final fiquei em dúvida se a a obesidade é que era mórbida, ou se era ele... Ele desestimulou a cirurgia em casos como o meu por causa de excesso de problemas de saúde...
Para sair da depressão em que o programa me deixou, comecei a pensar, como a raposa, que as uvas estavam verdes... Até que resolvi reagir: a cirurgia em si não emagrece, o que emagrece é a força de vontade depois... Tanto que muitos casos
dão errado. E ai resolvi passar direto para a fase dois e iniciar o regime como se tivesse sido operada (mas, claro, sem o desconforto físico e financeiro). O resultado tem sido fantástico. Em 30 dias perdi os 10% do peso, sugerido como melhor resultado pelos especialistas. É esta experiência que quero compartilhar aqui neste blog, com receitas muuuito criativas e gostosas...